Exposição: “A feia que sabe que não é tão feia”

Durante o mês de Fevereiro 2011, a ABRA-Vila Mariana apresenta a exposição “A feia que sabe que não é tão feia”, com trabalhos de Carol Paz e Elen Gruber, integrantes do Núcleo ABRA de Arte Contemporânea.

Carolina Paz

“Com esta mostra, Carolina traz uma série de experimentos em que pretende desdobrar elementos com os quais já trabalha através da pintura: fragmentos, recorte, repetição, voyerismo, figura humana e a imagem (foto/cinematográfica); adicionando a eles um caráter mais intimista e pessoal que revela novos componentes: fetichismo, memória, libido entre outros.

O uso de outras mídias, além da pintura, faz parte deste exercício. Apesar de ‘novos’ em termos de produto criativo, todos eles preservam o modus operandi que a artista já vinha aplicando nos trabalhos anteriores. O que muda é que, desta vez, Carolina mostra outras possibilidades de apresentar seus objetos de interesse, mantendo o mesmo jeito que os captura no mundo e os processa.

Os trabalhos se referenciam, giram em torno de algo comum. Porém, porque dependem do momento em que foram criados e da forma que estão configurados, individualmente, não convergem para um mesmo lugar, para uma mesma ideia. Cada um deles tem uma ‘identidade própria’. Há aí uma necessidade de deixar aberta a possibilidade de esses serem reorganizados, separados, unidos a outros trabalhos.”

Elen Gruber

“Intitulado ‘Rosa e Branco’, o trabalho apresentado por Elen trata-se de um vídeo composto pela junção de duas gravações. Nelas a artista realiza performances, onde aparece de corpo pintado – numa em rosa, outra em branco. As gravações apresentadas em paralelo ocupam de forma diferente a totalidade do espaço do vídeo.

No lado ‘Rosa’ a artista, em sua performance, parece sentir prazer e satisfação ao tocar e engolir, estabelecendo uma relação potencialmente sensual com o alimento. No lado ‘Branco’, o movimento do corpo sugere dor e sufocamento.

Nas duas imagens a artista se preocupou em tirar qualquer elemento que facilitasse a identificação do lugar. Embora possuam características de lugares usuais, esses lugares não são identificáveis e poderão remeter a muitos possíveis lugares.

O som é dado relevante e compõe a obra.”

Bibliografia
Cosac, Charles. ‘Hábitos estranhos’ em Farnese objetos: Charles Cosac São Paulo: Cosac Naify, 2005.
Guattari, Félix. Caosmose: um novo paradigma estético São Paulo, Ed.34, 1992.
Deleuze, Gilles. ‘What Children Say’ in Essay critical and clinical Verso, 1998.

De 02 a 22 de fevereiro de 2011.

Local: Galeria da ABRA-Vila Mariana

R. Domingos de Morais, 2267 (próx.ao metrô Sta.Cruz)

Tel. (11) 3564-2696    3564-2695

contato@garecultural.com.br

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